segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Especial: Travessia Costeira da Juatinga

O mochilão companheiro aprecia um rápido descanso para um mergulho nesse mar convidativo. /Foto por: Duda Menegassi

A Travessia Costeira da Juatinga - uma das preciosidades do litoral brasileiro

Fazer uma travessia exige fôlego, mas é recompensador descobrir a pé caminhos que cortam paisagens deslumbrantes. É o caso da Ponta da Juatinga, localizada próxima de Paraty, no Rio de Janeiro. Os diversos vilarejos espalhados pela costa da península podem ser acessados de barco, mas para quem gosta de trilha é uma chance incrível de conhecer um dos lugares mais exuberantes do estado. O trekking de 42,9km tradicionalmente vai de Vila Oratório até Paraty-Mirim, com um trecho de barco, e é feito normalmente em cinco dias. O trajeto, entretanto, pode ficar maior se o trilheiro quiser fazer a volta do Saco do Mamanguá completa a pé, ou se quiser incluir o Farol da Juatinga e a intocada Praia de Sumaca, na ponta mais oriental da península, na travessia.

Eu fiz o “percurso padrão”, porém no sentido inverso ao recomendado, e fui de Paraty-Mirim até a Vila Oratório em cinco dias de caminhada intensa. Em ambas as direções é inevitável encarar subidas íngremes e constantes, mas a dificuldade é um pouco maior no sentido Mirim-Oratório, pois os aclives são maiores.

De toda forma, a beleza da Travessia Costeira da Juatinga, que beira o litoral e atravessa diversas vilas onde a vida caiçara segue seu curso normal, além de praias desertas de águas claras, é indiscutível. Pude viver cinco dias imersa em um outro mundo, trilhando, acampando, sem carro, sem pressa, sem sinal de telefone celular (a melhor operadora na região é a Vivo e, mesmo assim, com ressalvas), e muitas vezes sem energia elétrica (muitas casas têm placas de energia solar ou geradores, mas no geral, a luz fica por conta da fogueira na praia e do brilho da lua cheia). Ao final da jornada, os joelhos cansados dão lugar à sensação de paz interior, de alegria e de deslumbramento com a natureza.

A travessia passa por duas Unidades de Conservação (UC’s), a Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, administrada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), e a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, sob gestão do INEA (Instituto Estadual do Ambiente).

Telefones úteis:
APA Cairuçu/ICMBio: (24) 3371-3056
REEJ/INEA: (24) 3371-9654


Nos próximos posts irei contar dia a dia essa aventura fora das terras cariocas. Acompanhe aqui a descrição dos dias, no roteiro com os destinos, distâncias e tempos aproximados.

1º Dia:
Paraty-Mirim – Cruzeiro (cerca de 8km / a pé + travessia de barco)
*Trilha do Pico do Pão de Açúcar (3 km ida e volta)
4h

2º Dia:
Cruzeiro – Pouso da Cajaíba (11,1 km a pé)
6h30

3º Dia:
Pouso da Cajaíba – Martim de Sá (4km a pé)
1h30

4º Dia:
Martim de Sá – Ponta Negra (cerca de 13km a pé)
5h

5º Dia:
Ponta Negra – Praia do Sono - Oratório (6,8 km)
3h05

A exuberância da Mata Atlântica é uma companheira constante na travessia. /Foto por: Duda Menegassi
(clique na foto para ampliá-la)

9 comentários:

  1. Opa, ansiosa para ler os posts da Travessia! Quem sabe crio coragem de fazer também! ((:

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  2. Maravilhoso.. Achei bastante relevante seu blog sobre as trilhas.

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  3. Que blog delicioso, cara!! Quero saber mais sobre essa sua experiência!

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  4. Que disposição hein! Muito legal

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  5. Opa, aí vem coisa boa! Parabéns pela iniciativa!

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  6. Que aventura top! Adorando as fotos também.

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  7. Pela paisagem, vale a pena se aventurar!

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