| Entrada do Parque Natural Municipal da Catacumba/Foto por: Duda Menegassi |
As pegadas que levam da saída do Parque Lage, ao Parque da Catacumba e, por fim, ao Morro da Saudade.
A trilha do Parque Municipal Natural da Catacumba foi a primeira, das que compõe a Transcarioca, a ser sinalizada, em 1998, quando esse corredor ecológico que cruzaria o Rio de Janeiro ainda era um sonho distante. Nada mais adequado do que começar essa série de trilhas, portanto, com o trecho que vai da saída do Parque Lage, circula uma parte da Lagoa Rodrigo de Freitas, para então abandonar o asfalto e entrar no Parque da Catacumba, onde as pegadas amarelas rodeiam o Morro dos Cabritos e nos levam até a comunidade de mesmo nome.
Os primeiros quilômetros do trecho são de asfalto, mas a paisagem natural compensa os trilheiros ansiosos para pôr os pés na terra. Do Parque Lage, sob proteção dos braços abertos do Cristo Redentor e das palmeiras imperiais, o caminho chega na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde o visual de cartão-postal da Cidade Maravilhosa não decepciona nem em dias nublados! Os três quilômetros que separam o Parque Lage (R. Jardim Botânico, 414) do Parque da Catacumba (Avenida Epitácio Pessoa, 3000) merecem ser percorridos em velocidade de passeio.
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| Vista do Mirante do Sacopã, Lagoa Rodrigo de Freitas, com Dois Irmãos e Pedra da Gávea ao fundo/Foto por: Duda Menegassi (Clique na foto para ampliá-la) |
Cerca de meia hora de caminhada e as pegadas amarelas finalmente chegam ao seu habitat natural de Mata Atlântica. A trilha no Parque Natural Municipal da Catacumba começa junto com o circuito interno do parque, que leva a dois mirantes: Mirante do Sacopã (cerca de 15 minutos desde a entrada do parque) e menos de um quilômetro adiante, o Mirante do Urubu. Ambos podem ser alcançados sem grande dificuldade, pois apesar da subida, a trilha está totalmente implantada e conta com degraus, pontes e pavimentos que facilitam a vida de quem está subindo. Além disso, a sinalização é constante e não deixa ninguém ficar perdido.
Após o Mirante do Urubu, seguindo a pegada símbolo da Transcarioca, me deparei com uma faixa de interdição na direção da continuação da trilha. Eu, por minha própria decisão e responsabilidade, resolvi ignorar a interrupção do trajeto e continuar o percurso, já que a sinalização continuava mesmo após a faixa e as condições da trilha continuavam boas. Ao entrar em contato com o gestor do parque, Felipe José Correia de Oliveira, fui informada de que o bloqueio no acesso a essa parte da trilha é no intuito de prevenir o uso amplo desta, já que, de fato, a atividade de manejo não está completa nessa etapa do percurso. A previsão é de que ela esteja aberto ao uso público até o final do mês de setembro.
Não encontrei problemas na sequência do percurso, senão por uma ou outra árvore caída que bloqueava a passagem, mas que podia ser facilmente transposta com alguma dose de flexão de joelhos e agachamento. Apenas ao final do trecho, já próximo à comunidade dos Cabritos, a sinalização começa a aparecer meio apagada e, nos últimos metros surge a dúvida de qual o “caminho oficial” da Transcarioca, já que outros caminhos aparecem e não há uma indicação precisa. Apesar de ainda haver necessidade de trabalho de manejo nessa parte final, para adequá-la ao padrão de implementação da Transcarioca, não há problemas em identificar a descida, pois a comunidade já está à vista. Falando em vista, o término da trilha nos brinda com outro cartão postal: o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara, que despontam de um ângulo inesperado.
| Outro ângulo do Pão de Açúcar, da Comunidade dos Cabritos/Foto por: Duda Menegassi |
Informações do trecho:
Saída Parque Lage até entrada Parque da Catacumba
2.9 km (35 minutos) no asfalto
Entrada Parque da Catacumba até chegada na Comunidade dos Cabritos
4.7 km (1h15) de trilha
Pontos de interesse do percurso:
- Lagoa Rodrigo de Freitas
- Mirante Sacopã
- Mirante do Urubu

Que lindas as fotos Duda!
ResponderExcluirbjs
cathi
Legal, o seu post! É uma pena, mas só fiz trilha uma vez na vida...
ResponderExcluirHahaha Nunca é tarde para começar, Larissa! O Rio tem trilhas incríveis e várias são bem fáceis de fazer ((:
ExcluirIncrível! :)
ResponderExcluirMuito maneiro. Já tinha ouvido falar dessa trilha, mas nunca fui. Tem uma bela vista. Vou ver se consigo ir ainda esse ano. Belo post
ResponderExcluirFaça sim, alexandre! Vale muito a pena!
ExcluirMuito legal! Que vista linda!
ResponderExcluirUaaaau, que linda trilha!!
ResponderExcluirVocê poderia me dar mais dicas? Quero saber mais...
Tem e-mail?
beijos
Olá Dafne! Claro! Querendo mais alguma dica específica pode entrar em contato rioporqueestounatrilha@gmail.com
ExcluirBeijão
Faz a do Pão de Açúcar! É linda e fácil.
ResponderExcluirEstou no aguardo ;)
Farei sim, Marina, com certeza! Já fiz várias vezes e não deixarei ela faltar no blog ;))
ExcluirShow duda! To ficando afim de voltar a trilhar
ResponderExcluirEsse é o espírito, Procópio! Trilhas são ótimas formas de redescobrir a Cidade Maravilhosa ((:
ExcluirMais uma pra minha lista!
ResponderExcluirSeu blog é maravilhoso! Espero ter oportunidade pra fazer todas essas trilhas incriveis quando visitar o Rio de Janeiro
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