| O Cristo Redentor encanta de todos os ângulos/Foto por: Duda Menegassi |
Sobre como e porquê a estátua que viria a ser o maior símbolo do Rio foi parar no Corcovado
O Cristo Redentor abraçou a baía de Guanabara pela primeira vez em 1931, após cinco anos de obras, mas a ideia de ter um símbolo da Igreja Católica exposto num dos pontos mais altos da cidade surgiu muito antes, em 1859, como uma sugestão do Padre Pedro Maria Boss. A própria Princesa Isabel chegou a apoiar o projeto, que entretanto, só começou a sair do papel em 1921, com os planos de celebração para o Centenário da Independência do Brasil, no ano seguinte.
Em 1922, um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes pediu ao então presidente, Epitácio Pessoa, pela construção da estátua. Atendendo ao apelo, o presidente cedeu o topo do Morro do Corcovado para abrigar o monumento. O morro foi escolhido por estar entre os pontos mais altos da cidade, mas reza a lenda que o Pão de Açúcar e o Morro de Santo Antônio (hoje quase inteiramente demolido) também foram considerados para receber a estátua.
O engenheiro Heitor Silva Costa foi o responsável pelo projeto, que contou com o desenho do artista plástico Carlos Oswald e teve auxílio do arquiteto francês Paul Landowsky.
Filho de muitos pais, assim nasceu o Cristo Redentor, no dia 12 de outubro de 1931, pesando 635 toneladas e com 30 metros de altura (mais oito só de pedestal) de concreto armado e pedra-sabão. Orgulho da família carioca, foi eleito uma das sete novas maravilhas do mundo moderno, em votação organizada pela New Seven Wonders Foundation, em 2007.
| A foto clássica do abraço mais carioca possível/Foto por: Duda Menegassi (Clique na foto para ampliá-la) |
Os direitos de uso comercial da imagem do Cristo Redentor pertencem à Arquidiocese do Rio de Janeiro desde 1980, mas existe um embate com a família de Landowski e com a prefeitura do município, que reclama também pelos direitos de administração do monumento. A situação fica ainda mais intrincada porque apesar do cume do Morro do Corcovado ter sido cedido pela União à Arquidiocese, o acesso a ele passa, obrigatoriamente pelo Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
Polêmicas à parte, o acesso ao Cristo Redentor pode ser feito pelo Trem do Corcovado (na alta temporada o ingresso inteiro sai por R$62, e na baixa por R$51, para mais informações clique aqui); também pode ser feito através de vans do Parque (consulte os valores aqui); e, como mostramos aqui no Rio Porque Estou na Trilha, também dá para chegar pela trilha que começa no Parque Lage, restando ao visitante que quer conhecer o Cristo apenas pagar o ingresso no local.
Sensacional Duda!! Cristo é o Cristo! Não sabia dessas informações sobre ele! Muito interessante!!
ResponderExcluirBoooa, que bacana saber disso! Seu blog tem me deixado cada vez mais carioca de coração!!
ResponderExcluirPrefiro a vista da pedra da gávea rsrs
ResponderExcluirMuito interessante saber dessas informações
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